NOTA DE REPÚDIO – ESCOLA CÍVICO-MILITAR

A proposta do Governo de Romeu Zema e da Secretaria de Estado de Educação de militarizar as escolas em Minas Gerais é uma atitude irresponsável porque deixa de investir nas escolas e na valorização do profissional, que atua em sua área de formação e tem competência para este trabalho, além de não garantir a eficácia de uma gestão militarizada nas escolas de Minas.

O Poder Executivo alardeia a impossibilidade de cumprir com o reajuste do piso salarial nacional da educação, privando trabalhadores da rede pública de ensino do Estado de Minas a uma remuneração mais digna, com suposta alegação de falta de verba, ainda assim propõe a implantação do projeto intitulado Escola Cívico-Militar, com gastos extremos para sua implantação, inclusive com remuneração maior que dos demais trabalhadores da escola que aderir ao referido projeto para os militares.

Tratando-se de um programa que a parte pedagógica da escola permaneceria com os educadores civis, mas a gestão administrativa da instituição seria feita por militares, que, valefrisar, não possuem qualquer formação pedagógica.

Certo é que, haverá aumento substancial de gastos com a quantidade de escolas que foram “contempladas” e que se propuserem a ingressar e o dinheiro que poderia ser mais bem investido para os profissionais da rede de ensino e escolas, será destinado à remuneração dos militares, escolhidos sem critério pré-estabelecido de seleção e de mais gastos do projeto e implantação do mesmo do projeto.

Diante disso, considerando o prejuízo, bem como a ineficácia no modelo, ofendendo a valorização do profissional da educação, da gestão democrática da escola, da imposição de uma militarização precoce e da violação dos direitos e garantias fundamentais das crianças e adolescentes, externamos nosso REPÚDIO e manifestamos que estaremos juntamente às demais entidades e a ALMG no intuito de tentar impedir a concretização do referido projeto.

RAQUEL BERNARDO DOS SANTOS LACERDA

Presidente do SINDESPE-MG

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